"Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna." 2 Tm 2.10

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Bíblia e a Bebida Alcoólica

Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas. De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc. Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool? Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada. Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já concluímos ser a mais correta. Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto. Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos em uma conclu-são sobre o cristão e as bebidas alcoólicas. Quando ler esses trechos que mencio-naremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão que lee em conta todos os aspectos em questão.

Analise vários textos


Esses textos serão citados com poucos comentários. Estude cada um e analise com cuidado o seu significado. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1). O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. "Ouve, filho meu, e sê sabio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21). "Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35). Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool. "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargu-rados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lebrem mais" (Provérbios 31:1-7). O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem. "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11). "Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22). "O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14). "Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8). Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: "A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Oséias 4:11). "Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Habacuque 2:15-16). "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10). "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (Gálatas 5:19-21). "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" (1 Pedro 4:3-4). A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.


Analise a História


A bebida forte tem um passado sórdido. O justo Noé caiu por causa do vinho: "Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda" (Gênesis 9:21). Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria. Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embrigaram e depois o procuraram. O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado. "Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a desccendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai" (Gênesis 19:30-36). Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia, talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado: "Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena? Sede fortes e valentes" (2 Samuel 13:28). Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo: "Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra" (Daniel 5:4).


Analise a palavra vinho na Bíblia


O termo vinho na Bíblia tem vários significados. Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica. Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva. Examine, por exemplo, Lucas 5:36-38: "Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos." O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação. Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão. É um fato geralmente aceito, como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico. Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido. Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer. É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho. Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente". Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.


É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho --como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).


Analise algumas conclusões


Provérbios 23, já citado, condena o uso do vinho "vermelho" que brilha no copo. O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia. Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4:1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.


- Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. Muitos remédios de nossos dias contêm álcool ou outras drogas intoxicantes. O discípulo de Cristo deve ser muito cuidadoso com eles e usá-los apenas com muita moderação. O fato de que uma exceção precisou ser dada para permitir o uso de remédios com teor alcoólico sugere que é errado beber por prazer.


- O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: "É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar" (Romanos 14:21). Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.


- A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tesssalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O diabo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerto e sóbrio em todo tempo.


Embora não fosse possível afirmar, com base nas Escrituras, que ingerir qualquer quantidade de álcool por qualquer motivo é sempre pecado, parece claro que o servo de Deus não será alguém que simplesmente bebe canecas de cerveja ou taças de vinho. O beber socialmente que vemos hoje em dia é o tipo condenado em muitos textos das Escrituras. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Pròverbios 20:1).


Por Gary Fisher (http://www.estudosdabiblia.net/c11.htm)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Adoração e Serviço

O que você entende por adorar ao Senhor: participar de culto na igreja, onde o crente canta hinos, lê a Bíblia, recita orações, ouve um sermão e participa da ceia do Senhor? Todas essas práticas podem ser consideradas adoração, mas Isaías demonstra que a adoração genuína vai muito além. Vejamos o que está escrito em Isaías 58.6-10:

“6. Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
7. Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?
8. Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.
9. Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniqüamente;
10. E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”

Nos dias do profeta, ao que parece, havia um grande numero de pessoas religiosas, mas pouca agradavam de fato a Deus. Elas afligiam a alma com jejuns, contentando-se em conhecer os caminhos de Deus, perguntando a respeito de direitos da justiça e participando dos cultos de adoração (Is 58.2-3). Entretanto, muito pouco dessa dedicação se transformava em atitude. Ainda assim, o povo tinha a expectativa de que Deus respondesse às suas orações e lhes concedesse bênçãos. Por meio de Isaías, o Senhor afirmou que a verdadeira adoração não é apenas um ritual semanal, mas um estilo de vida, que pode ter início numa casa de oração, mas termina na praça pública.

Como essa adoração pública pode ocorrer nos dias de hoje? Qual seria o impacto disso na vida dos crentes, se ajudassem os famintos, os desabrigados, o prisioneiro, o trabalhador assalariado, o devedor, o pobre e as pessoas sem esperança? Não existe resposta fácil, mas algo fica claro. Como Isaías disse aos seus contemporâneos, não podemos ter expectativa de que Deus irá derramar bênçãos sobre seu povo se não estivermos fazendo o bem uns aos outros (Is 58.8,9,11,12).

Portanto, tudo o que tem início na adoração termina em serviço. Nos dias de hoje, isso significa que a igreja reunida para adoração aos domingos torna-se a igreja que irá servir de segunda a sábado, fora do templo. Os crentes “domingueiros” têm de continuar o trabalho durante a semana, edificando a comunidade. A adoração e o serviço são com um manto sem costuras.

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tiago 1.27)

Texto escrito com base na seguinte obra: O novo comentário bíblico AT, com recursos adicionais - a palavra de Deus ao alcance de todos. Rio de Janeiro: 2010, Central Gospel, p. 1098.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Amor de Deus

O vocabulário grego contém três palavras que significavam amor, são elas: "eros", "phileo" e "ágape".

O amor "eros" está ligado aos lados sexual e sensual. É um amor carnal atrelado aos prazeres humanos. É egocentrista e permanece sempre assim. Nunca vai além do egocentrismo. Este tipo de amor está no coração de qualquer ser humano.

Já o vocábulo "phileo" significa o amor que existe entre pais e filhos, e entre irmãos. É tipo de um amor mais profundo e mais compreensivo. É o amor que se adquire com o tempo. É o amor retribuído na medida de amor que recebe.

Por seu turno, a palavra “Ágape” traz em seu bojo o significado do verdadeiro amor: o amor de Deus! Um amor incondicional, que de nada depende! Um amor que está sobre todos nós, ainda que rejeitemos o Pai! Esse tipo de amor considera uma pessoa valiosa e preciosa independentemente da sua maneira de ser, daquilo que ela é ou faz! Um amor que não conseguimos compreender ou explicar! Um amor que muda completamente nossa maneira de pensar e agir! Um amor que é indescritível!

E é sobre este amor “Ágape” que Deus quer tratar conosco no dia de hoje! Acerca do amor que está descrito em João 3.16: “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Que amor é esse meus amados? Que demonstração de amor poderia ser maior do que essa? Quem daria seu filho para morrer por alguém? Quem morreria por aquele que lhe fez mal?

Que coisa mais maravilhosa: um Deus que oferta seu único Filho (nosso Senhor Jesus) para remissão de nossos pecados!

Todas as vezes que me lembro do sacrifício de Cristo, da oferta que Deus fez por cada um de nós fico inebriado de alegria! Encho meus olhos de lágrimas, porque eu jamais vi algo tão grandioso, tão sublime! Tenho vontade de cantar: “sim, eu amo a mensagem da cruz!”

Mas será que temos compreendido o grande significado desta oferta de Deus por cada um de nós?

Amados, Jesus venceu o mundo através do amor! Jesus venceu o mundo porque amou cada um de nós! Jesus venceu o mundo porque pagou o mal com o bem!

E é justamente isso que Jesus quer que nós compreendamos no dia de hoje: que o amor deve sempre prevalecer em nossas vidas! Custe o que custar, o amor deve estar acima de qualquer outro sentimento!

É como nos ensinou Jesus (Mt 22.38):

“36. Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
37. E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
38. Este é o primeiro e grande mandamento.
39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
40. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

E não nos enganemos, pois “aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” (I João 4.8)

Então, meus queridos irmãos, imitemos o exemplo que Cristo nos deixou e amemo-nos uns aos outros, sem condições, sem senões, indempendetemente disso ou daquilo: SMPLESMENTE AMEMOS!!


“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.?” (I João 4.18)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Heróis da Fé

Diz a Palavra em Hebreus 11:1-13:

“1. Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
2. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.
3. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
4. Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.
5. Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.
6. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
7. Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.
8. Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
10. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
11. Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
12. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.
13. Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.”

Como vimos, o capítulo 11 de Hebreus traz um rol dos grandes homens que buscaram a Deus a qualquer custo, que acreditaram em cada uma das promessas do Senhor e que jamais deixaram de ter esperança. É a chamada Galeria dos Heróis da Fé.

Vejam o exemplo de Abraão, a quem Deus prometeu uma descendência tão grande como a areia do mar e como as estrelas do céu, este grande homem morreu e não viu tal promessa se cumprir, mas o fato é que ela se cumpriu e hoje a descendência de Abraão é como a areia do mar e como as estrelas do céu.

É notório o diferencial que havia em tais homens: uma fé sobrenatural! É acerca desta fé que Deus quer tratar conosco no dia de hoje. Uma fé viva, nascida no coração de Deus, que tem poder para libertar, curar, fazer com que milagres ocorram e ainda nos garantir a vida eterna.

Deus já fez por cada um de nós, contudo, muitas vezes, não temos fé suficiente para que o sobrenatural ocorra, para que milagres aconteçam!

Se Deus nos prometeu, por que muitas vezes perdemos a fé, por que ficamos aflitos e abatidos ou ainda com vontade de desistir de nossos sonhos?

Na verdade, jamais podemos perder nossa fé! Temos sempre que continuar acreditando que Jesus é o único que pode fazer por nós, é único que pode nos curar e trazer libertação aos nossos corações.

Um outro exemplo bíblico de fé sobrenatural é a do Centurião de Cafarnaum, o qual encontrou Jesus e pediu a cura de um servo seu que se encontrava doente. Jesus se propôs ir à casa do Centurião, porém este disse que não era digno que Jesus entrasse na sua morada e que bastava que o Mestre falasse tão-somente uma palavra para que o criado dele fosse sarado. E Jesus ficou tão maravilhado e surpreso que disse: “em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.” (Mateus 8.8)

Ora, irmãos, todas as vezes que os milagres aconteceram através da vida de Jesus houve um ato de fé por parte daqueles que foram abençoados. Após os milagres, Jesus sempre dizia: “a tua fé te salvou”!

E é esta fé que Deus quer que nos escrevamos em nossos corações. Uma fé sobrenatural que, de fato, creia que Deus nos ama de uma maneira ímpar, que nos julga conforme a Sua misericórdia e graça, que traz paz os nossos corações, que nos coloca no colo, que nos conforta!

Amados, Deus já fez por cada um de nós, basta que passemos a viver por fé, acreditando nas promessas do Senhor para que, de fato, os milagres ocorram!

“E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.” (Mateus 17.20)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Sem fé é impossível agradar a Deus

Nesta semana estive lendo um livro intitulado de “Nada é impossível para Deus”, cujo enredo traz a tona a vida da senhora Kathryn Kuhlman. Fiquei maravilhado com a forma que Deus usava a senhora Kuhlman para que a cura e a restauração fluíssem na vida de milhares de pessoas.

Um dia desses, após a leitura do livro em menção, ao ir para cama, na hora de conversar com Deus, comecei a perguntá-lo por que motivo os milagres não ocorrem com tanta freqüência como nas épocas de Jesus e da senhora Kuhlman. Apesar da minha insistência Deus se calou e não me respondeu nada!

A noite passou, acordei e no dia seguinte foi a hora de Deus falar comigo.

Meu dia estava tranqüilo, somente com os problemas cotidianos, porém eu tive a notícia de que teria que resolver um problema um tanto quanto grave, cuja resolução não dependia exclusivamente de mim.

Comecei a me desesperar, a chorar e acreditar que a resolução do problema não daria certo e foi nessa hora que Deus falou comigo, dizendo: “está vendo por que milagres não ocorreram como antigamente? Basta que um simples probleminha que qualquer ser humano pode resolver para que haja desespero, para que os homens percam a fé! Como haverá fé (e com isso cura) diante de uma situação mais grave como uma doença?”

Mais uma vez chorei e refleti sobre aquela situação. Cheguei a conclusão que, de fato, temos pouca fé que Deus pode resolver cada um de nossos problemas. Nos esquecemos das promessas de Deus no sentido de que Ele jamais nos abandonará. Não nos lembramos de colocar diante do Pai tudo o que se passa em nossas vidas!

Pedi perdão a Deus e comecei a me lembrar das promessas do Senhor para as nossas vidas. Lembrei que Deus nos prometeu que se entregássemos nosso caminho a Ele e confiássemos N’Ele todo o mais Ele faria (Salmos 37.5). Prometeu também que, ainda que nossos pais nos abandonem, Ele nos acolherá (Salmos 27.10).

Após todas aquelas passagens que vieram a minha cabeça, tive ainda mais certeza de que nosso Senhor está no comando de todas as coisas e de que o meu problema seria resolvido pelo nosso “Advogado Fiel”, como de fato foi!

Meus amados, tenho certeza de que passei por esta situação para que, de fato, Deus escrevesse em meu coração o que está descrito em Salmos 125.1: “Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre.”


"Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11:6)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Por causa do pecado que habita em mim!

Meus amados, qual será o motivo por que, por mais que estejamos em Cristo, o pecado insiste em bater em nossas portas? Por que será que continuamos sendo pecadores? Por que será que nosso corpo está sempre se inclinando para o mal?

É incrível, mas isto é uma verdade: por mais que estejamos em Cristo, o pecado não se afasta de nós!

Quantos de nós, crentes, se pegou envolto em maus pensamentos ou proferiu uma palavra que não gostaria de ter proferido ou ainda praticou um ato pelo qual depois se arrependeu? Creio que muitos! Ou melhor, tenho certeza de que isso já ocorreu com todos nós!

Se nós estamos em Cristo, qual seria o motivo pelo qual isso ocorreria? Por causa do pecado que habita em nós!

Em verdade, nós, cristãos, viveremos nessa constante batalha interna entre a natureza espiritual e seu desejo de obedecer a Deus e o desejo da natureza carnal em seguir seu próprio caminho!

Isso é bem retratado em Romanos (7.15-22):

“15. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
16. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
18. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
19. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
20. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
21. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
22. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;”

Como se nota, apesar de salvos, temos dentro de nós uma inclinação ao pecado, que a Bíblia chama de “velho homem” ou “velha natureza” (Rm 6:6; Ef 4:22; Cl 3:9).

Aliás, isso é tão verdadeiro que a própria Bíblia (I Jo 1.8) é peremptória ao afirmar que, “se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”!

Porém, apesar de nossa natureza perenemente pecaminosa temos que sempre estar buscando vitória sobre o pecado, pois somos exortados a não andar em pecado, porque “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina emente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (I Jo 3)

Assim, não devemos deixar que “inclinação para o pecado” seja uma desculpa para pecar deliberadamente, devendo, pois, o pecado deve ser um acidente em nossas vidas! É como a palavra diz: “vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está preparado, mas a carne é fraca.” (Mateus 26.41)

Só mais uma coisa: nunca esqueçam de nosso Advogado, Jesus Cristo, o Justo, pois Ele é propiciação para os nossos pecados!


“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (I Jo 1.8)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Não vos lembreis das coisas passadas!

É incrível como cada virada de ano traz um sentimento de renovação em nossas vidas! Parece que Deus nos dá um novo tempo para cumprirmos tudo aquilo que não conseguimos realizar no ano anterior! Imaginem se o tempo não fosse fracionado em anos, meses, dias e horas? Creio que teríamos muito mais dificuldades para o cumprimento de todos os nossos objetivos e anseios!

Comungado com o sentimento de renovo acima mencionado, a palavra que Deus traz aos nossos corações nesta virada de 2010 para 2011 está no livro do profeta Isaías (43.18-19):

“18. Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas.
19. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo.”

Como se vê, através do profeta Isaías, Deus simplesmente nos lembra que, a partir do momento decidimos seguir a Cristo, nós somos novas criaturas e que todas as coisas velhas que nos afastavam de Deus já se passaram, fazendo-se tudo novo (II Co 5.17).

Desta sorte, se somos novas criaturas e andamos em novidade de vida, por que insistimos em nos lembrar das coisas velhas e passadas? Por que persistimos em recordar de nosso velho homem?

Em verdade, não há motivo para nos lembrar do que ficou no passado. Como diz a Palavra, nós devemos esquecer tudo que se passou e andar em novidade de vida!

Quem nos lembra de nosso velho homem é o inimigo!

Deus simplesmente nos perdoa, por sua infinita graça e misericórdia! E a palavra Dele é enfática nesse sentido. Vejamos:

“Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões." (Salmos 103.12)
“Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.” (Miquéias 7.19)

Então, temos que seguir em frente sem olhar para trás, deixando de lado tudo o que se passou!

A história da mulher de Ló retrata muito bem isso. Como sabemos, depois de se apartar de Abraão, Ló fixou residência em Sodoma. Após alguns anos, Deus resolveu destruir Sodoma e as cidades vizinhas, porém, após a intercessão de Abraão, Deus decidiu poupar a família de Ló e enviou dois anjos para alertá-lo da destruição das cidades e para que fugisse para os montes sem “olhar para trás”. Ocorre que, em desobediência aos mensageiros de Deus, a mulher de Ló olhou para trás e se tornou numa estátua de sal (Gênesis 19:17-26).

A vida da mulher de Ló retrata muito bem as nossas vidas, pois, a partir do momento que passamos a estar em Cristo Jesus, devemos nos esquecer de nosso velho homem e deixar de lado as coisas passadas!

Então, amados, em 2011 nos esqueçamos das coisas passadas e vivamos as novidades que Cristo já fez em nossas vidas!

“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus; Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim; Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3.12-14)