"Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna." 2 Tm 2.10

terça-feira, 12 de abril de 2011

FUKUSHIMA, CHERNOBYL, TERREMOTOS E TSUNAMIS

Quando acontecem catástrofes – como as que vimos no Japão – o que se tem de fazer? Escolher minimizá-las e não sucumbir ao medo, ao terror diante das forças naturais. Há escolhas. Nenhuma delas excluirá a esperança da reconstrução, tendo em vista os seres que devem sobreviver, a despeito de todo obstáculo que se interponha entre a ganância do capital e a arrogância da técnica, desmoralizadas nesses eventos. Elas nada podem fazer. Nessas circunstâncias, somos lembrados das forças que atuam no Universo, não alcançáveis pela tecnologia ou pelo capital.


De fato, há energias que estão acima de nossas capacidades de controle. Todavia, podemos ponderar sobre a Terra e reconstruir nossas relações com o planeta, de modo a respeitá-lo. Podemos reconstruir os sonhos que dignificam e redefinem a casa da humanidade. Devemos observar nossa interação com o mundo natural e redirecionar nossos esforços.


Estrelas explodem, galáxias devoram umas às outras. Há 15 bilhões de anos, dizem os geólogos, a Terra se ajusta num constante desorganizar para organizar, regida por leis naturais. As mesmas que nos permitem observar as mudanças das estações. Os canais de televisão mostram cenas e memórias de outras catástrofes naturais igualmente devastadoras. O fio dessas calamidades naturais é longo. No Oceano Índico, em 2005, usou-se pela primeira vez a palavra “tsunami”.


O impacto de um tsunami faz lembrar que a mãe Terra não suporta tudo o que se impõe a ela (J. Perkins). Imaginem se ela resistirá ao que temos imposto ao planeta, depredando-o e aviltando-o com a ganância que nos é peculiar! Porém, buscamos esclarecimentos racionais para o imponderável. Queremos entender os fatos perguntando sobre a cumplicidade de Deus. Uma inversão radical da questão. Por que Deus criou um mundo finito, vulnerável, que sofre? Por que o destino de cada astro ou estrela é desaparecer? Por que uma estrela morta há milhões de anos luz ainda brilha no céu? Por que existem terremotos e tsunamis? Deveríamos perguntar sobre o tratamento que damos ao planeta criado, quando o submetemos a danos irreparáveis.


Insistimos em manter o mundo à espera, aguardando possíveis desastres nucleares e não assumimos nossas responsabilidades quanto ao futuro da Terra e a devastação ecológica de todos os dias. Podemos fazer um balanço do que temos feito e planejar ações para o futuro que nos espera, além das denúncias em relação ao que vem transformando o planeta num imenso depósito de lixo (Fukushima opera com lixo nuclear reciclado!). Não há nada que escape à voracidade do capital.


O assunto pareceria anacrônico, se refletisse uma questão vencida anos anteriores à explosão religiosa carismática. É perda de tempo repetir os chavões da teologia intimista, salvacionista, conservadora ou fundamentalista. A compreensão negativa sobre Deus não pode apagar tudo, como juízo indesejável. Na Bíblia, há uma legião de fantasmas e monstruosidades atribuídas a Deus: o mandato (herem) justificado e expresso para o genocídio de povos inteiros, sem levar em conta inocentes, anciãos, enfermos, inválidos, mulheres e crianças; castigos coletivos até a “terceira e quarta gerações”, por autores que apresentam-se sob o “aval de Deus”. É assombroso que o rosto misericordioso do Deus Salvador seja escondido no esforço humano da vingança contra o semelhante. Envergonhamos Deus.


O horror de Hiroshima e Chernobyl são fantasmas da ameaça nuclear; Auschwitz, Ruanda, Timor Leste, Bálcans, da“limpeza” étnica, das sombras da crueldade humana. Tratam das profundas experiências da dor, encravada na consciência moderna. São milhões de mortos. Mas, onde está a Palavra de Deus para a salvação, ali está o Espírito. Deus cria por meio da Palavra (davar). Tudo é precedido da energia vibrante que traz a salvação. O mundo criado pelo fôlego de Deus estimula respeito e comunhão com os seres da criação. Deus respira por meio de toda criação (Moltmann), seres, raças, povos.


A crise ecológica não deve ser separada da concepção do universo concreto: todos somos destinados ao mundo recriado (Ap 21). A Igreja e os crentes, como representantes da fé bíblica, não podem se esquecer que, no momento, “a criação geme (…) em dores do parto” (Rm 8.22, NVI) para uma nova realidade.


O mundo do lucro, da exploração e da ganância, introduziu-nos num círculo vicioso, atraindo ou criando dívidas sociais e ecológicas ao mesmo tempo (2 bilhões de pessoas experimentam fome e endemias). Os limites das condições de equilíbrio chegam a uma situação drástica. A catástrofe maior da miséria, que atinge o fraco por deferência, também denuncia o descaso no qual vivemos. Faz parte da indiferença de toda a humanidade quanto ao seu futuro. Reflitamos.



Autor: Derval Dasilio

Fonte: http://www.ultimato.com.br/ultimas/autor/derval-dasilio

segunda-feira, 4 de abril de 2011

VIVENDO PELA FÉ!

Poucas expressões na Escritura tiveram impacto tão duradouro quanto a declaração do Senhor a Habacuque de que o justo, pela sua fé, viverá (Hc 2,4). Se você é protestante no di a de hoje, este versículo tem um papel importante em sua herança espiritual: Martinho Lutero o adotou como seu lema durante a reforma protestante, no começo do século 16.

Mas, provavelmente Habacuque não compreendia toda a dimensão da verdade explosiva contida na declaração de Deus. Ela aparece como parte de um prelúdio a um cântico de provocação que o profeta foi instruído a cantar contra a Babilônia (Hc 2.1-6). O senhor estava explicando por que os babilônicos seriam julgados. Basicamente, eles eram um povo orgulhoso, no sentido de que não temiam a Deus. Por sua vez, a pessoa justa – aquela que merecia a aprovação e a bênção de Deus – cairia nas graças de Deus, por causa da sua fé no Senhor.

Na verdade, a palavra hebraica traduzida por fé, emuná, significa firmeza ou fidelidade. O israelita que segui o pacto com fidelidade, cumprindo a Lei de Deus, era considerado uma pessoa justa ou santa (Sl 15). O que estava em questão não era a etnia judaica da pessoa, e sim a obediência a Deus. O problema dos bailônicos, portanto, não era um problema de etnia, eles serem gentios, e sim o fato de viverem uma vida cheia de perversidade e idolatria. Viviam arrogantemente, como se seus interesses pessoais fosse tudo o que importasse. Por isso, o Senhor os humilharia de acordo com os cinco ais proclamados por Habacuque (Hc 2.6-20).

No Novo Testamento, Paulo destacou a idéia de a pessoa viver somente pela fé (Rm 1.17; Gl 3.10-12). Com a vinda de Cristo, ele nos deu uma compreensão mais aprofundada desta frase. Viver pela fé não significa obedecer à Lei apenas para os outros verem, como muitos líderes judeus daquela época presumiam, e sim comprometer-se de todo o coração com o Senhor, e com o reconhecimento de que apenas Cristo é capaz de tornar alguém justo perante Deus. Isto não elimina a necessidade de viver com fidelidade, segundo Deus, e sim estabelece uma boa base para fazê-lo.


Fonte: O novo comentário bíblico AT, com recursos adicionais. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2010, p. 1.376.

terça-feira, 15 de março de 2011

A MULHER VIRTUOSA

Provérbio 31.10-31 é um poema em acróstico no qual a primeira palavra de cada linha começa com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico. Este poema faz parte da orientação preparada pela mãe do rei Lemuel para ensinar sabedoria a seu filho (Pv 31.1). Ao descrever a mulher virtuosa, a mãe de Lemuel demonstrava como era a sabedoria quando vivida no cotidiano.

Por que a mulher de Provérbio 31 vale mais do que joias raras (pv 31.10)? É por causa de sua sabedoria, de sua capacidade de ~iver de lorma responsável, produtiva e próspera (Pv 1.2). O livro de Provérbios costuma personificar a sabedoria como mulher Pv 8.1-11), e também descreve a sabedoria como mais valiosa do que qualquer riqueza (Pv 3.15, 8.11).

Assim, não é nenhuma surpresa que a mulher de Provérbio 31 receba elogios no lugar mais público de todos, os portões da cidade (Pv 31.31) que, em sua época, representavam uma mistura de prefeitura com mercado. É uma mulher cujo trabalho árduo frutifica em recompensas materiais (Pv 31.13-16,21,22). Provérbios promete que aquele que buscar e encontrar a sabedoria encontrará também riquezas, felicidade, honras e vida longa. Essa mulher é um exemplo de como estas promes­sas são cumpridas.

É notável como essa mulher não só se aplica em trabalhos vistos como tradicionalmente femininos, tais como confecção de roupas (Pv 31.13,19). mas também nos não tradicionais, como investimento imobiliário, fazendas e comércio (Pv 31.16,18). Além disso, suas energias estão voltadas não apenas para sustentar sua família e casa (Pv 31.11,14,15,27), mas também para atender as necessidades de pessoas da comunidade (Pv 31.20).


Em suma, a mulher de Provérbio 31 é um modelo, para homens e mulheres, de um estilo de vida que realiza e satisfaz. Ela demonstra uma conduta de trabalho e amor baseada na sabedoria de Deus.

Fonte: O novo comentário bíblico AT, com recursos adicionais. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2010, p. 987.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A VERDADEIRA BÊNÇÃO

Hoje é dia de falar da verdadeira e grande bênção de Deus!

E o que me motivou a trazer esse tema para refletirmos foi uma passagem de uma das músicas de um cantor gospel que diz o seguinte: "riqueza e fama agora é a pregação, já não se fala mais em salvação. O mundo está tentando enganar aqueles que o bom Deus virá buscar, mas permaneço firme e forte eu levo a minha cruz, pois eu sou luz ... " (I PE 2:9; MT 5:13)

Alguém saberia dizer o que é a verdadeira e grande bênção de Deus para cada um de você? De nós?

Com toda certeza e convicção: A VIDA ETERNA! E o que estou dizendo está confirmado em várias passagens (Daniel 12:2, João 3:36, João 4:14, João 4:36, João 5:24, João 6:27, João 6:40, João 6:68, João 12:25, João 12:50, João 17:3, Atos dos Apóstolos 13:46, Atos dos Apóstolos 13:48, Romanos 5:21, Romanos 6:23, 1 Timóteo 1:16, Tito 1:2, Tito 3:7, 1 João 1:2, 1 João 5:11) da palavras de Deus!

Mas hoje escolhi uma passagem da Carta de Paulo a Tito (TT 1 :2), a qual confirma que a vida eterna é uma bênção de Deus para as nossas vidas. Vejamos: "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;"

1 - O que buscam a maioria dos que procuram a Deus?


Alguém saberia dizer o que buscam a maioria dos que procuram a Deus?

O próprio trecho do louvor acima citado nos responde: buscam uma bênção, um carro, a aprovação em um concurso, etc. Em outras palavras, a grande maioria de nós tão somente procura a Deus quando precisa, quando está na lama, quando já não consegue mais por suas próprias forças. É errado isso? Não! O errado é colocar condições, senões, para amar a Deus!

Muitas vezes fazemos isso porque estamos em lugares que limitam nossa visão, que impedem que vejamos a verdadeira bênção do Pai! Deus não quer filhos assim ... que o busquem tão-somente nas adversidades, mas sim adoradores em espírito e em verdade, que estejam sempre dispostos a dar graças!

2 - Como vocês acreditam que Deus quer seus filhos?

Alguém saberia afirmar como Deus quer filhos?


Para responder isso é muito simples! Basta fazer todo o contrário do que é feito pela maioria daqueles que procuram a Deus! Basta adorá-Lo em espírito e em verdade. A Bíblia é muito clara no evangelho de João 4:23 que assim diz: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem."

São esses filhos que o Pai quer... verdadeiros adoradores ... que o sigam sem senões ... sem condições ... que o busquem na alegria ... na tristeza ... que sempre dêem graças!!

3 - As bênçãos do verdadeiro adorador


Quem coloca Deus em primeiro no primeiro lugar de sua vida ... no mais alto altar de sua vida! Quem segue a Deus, por meio de Cristo, de maneira incondicional, além de sem um vencedor, vai fazer prova das dádivas dívidas!


É neste momento - após Deus provar seu coração, porque Ele sonda rins e corações - quando Deus notar que estamos preparados, coisas maravilhosas vão acontecem ... bênçãos que nunca imaginamos que conseguiríamos um dia acontecerão em nossas vidas!!

Não sou eu quem está dizendo isto. É a palavra! Vamos até a I Carta de Paulo aos Coríntios (I CO 2:9): "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam."


Quer mais? Vamos até Deuteronômio 28!


Tem mais de oito mil promessas neste Livro! Ele pode nos libertar... basta que creiamos que Jesus é nosso único senhor e salvador!

Aliás, é por causa de Jesus que conseguiremos nossa verdadeira e maior bênção, que é a vida eterna! Esse sim é nosso verdadeiro milagre!! A Bíblia diz em João 3:16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

A Vida Eterna é um dom que Deus dá àqueles que confiam em Jesus. A Bíblia diz em 1 João 5:11-12: "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida."


“E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” (MT 3:10)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Bíblia e a Bebida Alcoólica

Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas. De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc. Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool? Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada. Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já concluímos ser a mais correta. Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto. Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos em uma conclu-são sobre o cristão e as bebidas alcoólicas. Quando ler esses trechos que mencio-naremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão que lee em conta todos os aspectos em questão.

Analise vários textos


Esses textos serão citados com poucos comentários. Estude cada um e analise com cuidado o seu significado. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1). O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. "Ouve, filho meu, e sê sabio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21). "Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35). Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool. "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargu-rados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lebrem mais" (Provérbios 31:1-7). O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem. "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11). "Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22). "O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14). "Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8). Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: "A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Oséias 4:11). "Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Habacuque 2:15-16). "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10). "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (Gálatas 5:19-21). "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" (1 Pedro 4:3-4). A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.


Analise a História


A bebida forte tem um passado sórdido. O justo Noé caiu por causa do vinho: "Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda" (Gênesis 9:21). Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria. Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embrigaram e depois o procuraram. O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado. "Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a desccendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai" (Gênesis 19:30-36). Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia, talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado: "Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena? Sede fortes e valentes" (2 Samuel 13:28). Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo: "Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra" (Daniel 5:4).


Analise a palavra vinho na Bíblia


O termo vinho na Bíblia tem vários significados. Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica. Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva. Examine, por exemplo, Lucas 5:36-38: "Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos." O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação. Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão. É um fato geralmente aceito, como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico. Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido. Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer. É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho. Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente". Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.


É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho --como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).


Analise algumas conclusões


Provérbios 23, já citado, condena o uso do vinho "vermelho" que brilha no copo. O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia. Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4:1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.


- Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. Muitos remédios de nossos dias contêm álcool ou outras drogas intoxicantes. O discípulo de Cristo deve ser muito cuidadoso com eles e usá-los apenas com muita moderação. O fato de que uma exceção precisou ser dada para permitir o uso de remédios com teor alcoólico sugere que é errado beber por prazer.


- O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: "É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar" (Romanos 14:21). Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.


- A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tesssalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O diabo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerto e sóbrio em todo tempo.


Embora não fosse possível afirmar, com base nas Escrituras, que ingerir qualquer quantidade de álcool por qualquer motivo é sempre pecado, parece claro que o servo de Deus não será alguém que simplesmente bebe canecas de cerveja ou taças de vinho. O beber socialmente que vemos hoje em dia é o tipo condenado em muitos textos das Escrituras. "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Pròverbios 20:1).


Por Gary Fisher (http://www.estudosdabiblia.net/c11.htm)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Adoração e Serviço

O que você entende por adorar ao Senhor: participar de culto na igreja, onde o crente canta hinos, lê a Bíblia, recita orações, ouve um sermão e participa da ceia do Senhor? Todas essas práticas podem ser consideradas adoração, mas Isaías demonstra que a adoração genuína vai muito além. Vejamos o que está escrito em Isaías 58.6-10:

“6. Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
7. Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?
8. Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.
9. Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniqüamente;
10. E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.”

Nos dias do profeta, ao que parece, havia um grande numero de pessoas religiosas, mas pouca agradavam de fato a Deus. Elas afligiam a alma com jejuns, contentando-se em conhecer os caminhos de Deus, perguntando a respeito de direitos da justiça e participando dos cultos de adoração (Is 58.2-3). Entretanto, muito pouco dessa dedicação se transformava em atitude. Ainda assim, o povo tinha a expectativa de que Deus respondesse às suas orações e lhes concedesse bênçãos. Por meio de Isaías, o Senhor afirmou que a verdadeira adoração não é apenas um ritual semanal, mas um estilo de vida, que pode ter início numa casa de oração, mas termina na praça pública.

Como essa adoração pública pode ocorrer nos dias de hoje? Qual seria o impacto disso na vida dos crentes, se ajudassem os famintos, os desabrigados, o prisioneiro, o trabalhador assalariado, o devedor, o pobre e as pessoas sem esperança? Não existe resposta fácil, mas algo fica claro. Como Isaías disse aos seus contemporâneos, não podemos ter expectativa de que Deus irá derramar bênçãos sobre seu povo se não estivermos fazendo o bem uns aos outros (Is 58.8,9,11,12).

Portanto, tudo o que tem início na adoração termina em serviço. Nos dias de hoje, isso significa que a igreja reunida para adoração aos domingos torna-se a igreja que irá servir de segunda a sábado, fora do templo. Os crentes “domingueiros” têm de continuar o trabalho durante a semana, edificando a comunidade. A adoração e o serviço são com um manto sem costuras.

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tiago 1.27)

Texto escrito com base na seguinte obra: O novo comentário bíblico AT, com recursos adicionais - a palavra de Deus ao alcance de todos. Rio de Janeiro: 2010, Central Gospel, p. 1098.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Amor de Deus

O vocabulário grego contém três palavras que significavam amor, são elas: "eros", "phileo" e "ágape".

O amor "eros" está ligado aos lados sexual e sensual. É um amor carnal atrelado aos prazeres humanos. É egocentrista e permanece sempre assim. Nunca vai além do egocentrismo. Este tipo de amor está no coração de qualquer ser humano.

Já o vocábulo "phileo" significa o amor que existe entre pais e filhos, e entre irmãos. É tipo de um amor mais profundo e mais compreensivo. É o amor que se adquire com o tempo. É o amor retribuído na medida de amor que recebe.

Por seu turno, a palavra “Ágape” traz em seu bojo o significado do verdadeiro amor: o amor de Deus! Um amor incondicional, que de nada depende! Um amor que está sobre todos nós, ainda que rejeitemos o Pai! Esse tipo de amor considera uma pessoa valiosa e preciosa independentemente da sua maneira de ser, daquilo que ela é ou faz! Um amor que não conseguimos compreender ou explicar! Um amor que muda completamente nossa maneira de pensar e agir! Um amor que é indescritível!

E é sobre este amor “Ágape” que Deus quer tratar conosco no dia de hoje! Acerca do amor que está descrito em João 3.16: “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Que amor é esse meus amados? Que demonstração de amor poderia ser maior do que essa? Quem daria seu filho para morrer por alguém? Quem morreria por aquele que lhe fez mal?

Que coisa mais maravilhosa: um Deus que oferta seu único Filho (nosso Senhor Jesus) para remissão de nossos pecados!

Todas as vezes que me lembro do sacrifício de Cristo, da oferta que Deus fez por cada um de nós fico inebriado de alegria! Encho meus olhos de lágrimas, porque eu jamais vi algo tão grandioso, tão sublime! Tenho vontade de cantar: “sim, eu amo a mensagem da cruz!”

Mas será que temos compreendido o grande significado desta oferta de Deus por cada um de nós?

Amados, Jesus venceu o mundo através do amor! Jesus venceu o mundo porque amou cada um de nós! Jesus venceu o mundo porque pagou o mal com o bem!

E é justamente isso que Jesus quer que nós compreendamos no dia de hoje: que o amor deve sempre prevalecer em nossas vidas! Custe o que custar, o amor deve estar acima de qualquer outro sentimento!

É como nos ensinou Jesus (Mt 22.38):

“36. Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
37. E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
38. Este é o primeiro e grande mandamento.
39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
40. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

E não nos enganemos, pois “aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” (I João 4.8)

Então, meus queridos irmãos, imitemos o exemplo que Cristo nos deixou e amemo-nos uns aos outros, sem condições, sem senões, indempendetemente disso ou daquilo: SMPLESMENTE AMEMOS!!


“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.?” (I João 4.18)